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Cruzeiro
  Moedas Brasil Cruzeiro O Cruzeiro foi a segunda moeda do Brasil. Substituiu o primeiro plano “Real” em 1 de novembro de 1942 e durou até 12 de fevereiro 1967. A razão para o Cruzeiro acontecer foi a inflação que já estava em um nível bastante avançado e deixava o “Real” cada vez mais desvalorizado. A mesma inflação decretou o fim do cruzeiro em 1967 para virar “Cruzeiro Novo”. O Cruzeiro está intimamente ligado a toda história do Brasil, já que esteve em circulação por três vezes, sendo que ainda houve o “Cruzeiro Real” e o Cruzeiro Novo”, ambas moedas de transição.

    Outra função do Cruzeiro foi a de tentar unificar os tipos de cédulas que circulavam no Brasil. Com o sistema de Réis, eram 56 espécies de cédulas em circulação. O Cruzeiro viria a acabar com essa variedade indesejada e manter sua produção por conta da Casa da Moeda do Brasil.

    O nome veio da sugestão de Américo Lobo, em 1891, para que substituísse o “Real, já que Américo pensava nesse nome como “uma herança portuguesa indesejável”. Teve inicio oficial instituído pelo Decreto-lei nº 4.791. Uma peculiaridade: o Cruzeiro foi o primeiro que trouxe os centavos, unidade de valor menor que as cédulas. Na época da transição dos Réis para o Cruzeiro, foi feito a conversão de 1.000 Réis equivalente a 1 Cruzeiro, uma forma de valorizar essa nova moeda. O Cruzeiro foi também a primeira moeda a ser emitida pela Casa da Moeda do Brasil, em 1961.

    Os valores disponíveis para o Cruzeiro foram, inicialmente de cédulas de 10,  20, 50, 100, 200, 500 e 1.000, devido à Segunda Guerra Mundial ter afetado também o Brasil ( já que, em 1942, o Brasil se uniu oficialmente aos Estados Unidos e países dos Aliados). Posteriormente, foram lançadas cédulas com valor de 5.000 e 10.000 por conta da desvalorização que a moeda já estava sofrendo. A guerra trouxe gastos para o Brasil e fez com que cédula de 1 mil-réis fosse utilizada para representar o valor de 1 cruzeiro. Outra consequência dessa guerra  foi a criação de cédulas no valor de 1, 2 e 5  cruzeiros. Isso porque as produção de moedas, pela falta de metal (estava sendo investido na guerra), ficou comprometida.

    Já as moedas, os centavos, foram produzidas com os valores de: 0,10 - 0,20 - 0,50 centavos e 1,00/2,00 e 50,00 Cruzeiros. 

CRUZEIRO NOVO


    Com a frequente desvalorização do Cruzeiro, foi necessário, assim como foi feito com o Real, criar um novo padrão monetário que devolvesse valor à economia brasileira. Entrou em circulação no dia 13 de fevereiro de 1967 e saiu de circulação no dia 14 de maio de 1970, para ser substituído por, novamente, pelo Cruzeiro. Era uma moeda de caráter transitório e desde o seu início, já estava estabelecido que, posteriormente, o nome 'Cruzeiro” voltaria.

    A transição do Cruzeiro para o Cruzeiro Novo era de 1.000 Cruzeiro para 1 Cruzeiro Novo. As cédulas do antigo padrão foram aproveitadas e fez com que o Cruzeiro Novo entrasse para a história brasileira como único padrão financeiro que não teve notas próprias. As notas do Cruzeiro então foram carimbadas e usadas nesse período.

CRUZEIRO


    O Cruzeiro voltou a vigorar em  em 15 de maio 1970 e só iria sair em 28 de fevereiro de 1986. Não, necessariamente, uma nova moeda, mas sim uma fase final da reforma que começou com o “Cruzeiro Novo”. Essa transição, ao contrário das outras mudanças econômicas, não houve a conversão de 1.000 para 1. Um Cruzeiro Novo foi equivalente a um Cruzeiro. As moedas desse plano perderam seu valor oficialmente em 1987.

    O Cruzeiro teve fim, mais uma vez, em 1986, para ser substituído pelo Cruzado. A razão para essa nova mudança foi novamente a inflação. As cédulas e moedas do Cruzeiro foram divididas em três fases:a 1º família, 2º família e a Pré-cruzado(que já antecedia o plano seguinte).

CRUZEIRO


    Uma nova moeda voltou a circular no Brasil depois do Cruzado. Novamente pelo efeito da inflação, uma moeda caiu e foi preciso “criar” outra. A escolha pelo nome antigo se deu para que se evitassem problemas judiciais, como os ocorridos no plano Cruzado. Essa mudança ocorreu por meio do “Plano Collor”. Esse plano foi um conjuro de medidas econômicas que visavam atacar a inflação.

    Entre outras medidas o Plano Collor congelava os valores de caderneta de poupança e mudava a moeda oficial para o Cruzeiro. Seu início foi em 1990 e foi substituído em 1994 pelo Plano Real. Novamente pela inflação, o Cruzeiro teve de ser extinto para a vinda de uma nova moeda. Dessa vez, a conversão não seria feita na proporção de 1 para 1000, mas sim de: 1 para 2750.